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quinta-feira, 18 de maio de 2023

Bosque de Histórias


"Era uma vez...em abril, livros e leituras mil que aconteceram num lugar solarengo e verdejante: o nosso bosque. Aqui, cada rosto abriu-se em mil sorrisos e as histórias ganharam vida."


As turmas do 1.º Ciclo deram os "parabéns ao livro", no programa " Abril, livros e leituras mil", ouvindo histórias através do "Bosque de Histórias.





quarta-feira, 10 de maio de 2023

LivroPaper

Para assinalar o Dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor, os alunos do 5.º e 6.º anos participaram no programa "Abril, livros e leituras mil".

Uma aula de Português  foi dedicada ao "LivroPaper": percorrer diferentes espaços do colégio em busca de respostas para as múltiplas perguntas que tinham.


As questões versavam sobre livros, leituras e conhecimento dos diferentes espaços do colégio, implicando a realização de um conjunto de tarefas.


No final, a opinião era unânime "foi uma aula super divertida"!


Um agradecimento especial aos diferentes Serviços pela colaboração prestada. A eles, também, se deve o sucesso da atividade.

quarta-feira, 26 de abril de 2023

Espaço de Troca

Atividade inserida no programa "Abril, livros e leituras mil para assinalar e celebrar o Dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor (23 de abril).


Foi organizada pelo 7.º A na disciplina de Português e tinha como objetivos a troca direta de livros usados: infantis, juvenis e até para adultos.


Foram trocados os seguintes livros:
  • 1.º Ciclo: 114
  • 2.º Ciclo: 56
  • 3.º Ciclo: 27
  • Secundário: 8
  • Adultos: 8

Ao longo do dia, é de assinalar o entusiasmo pela descoberta de novos livros e o profundo sentido de responsabilidade dos alunos organizadores.



Em "abril, livros e leituras mil"!





segunda-feira, 17 de abril de 2023

Abril, livros e leituras mil

Em abril vamos celebrar, de uma forma especial, o livro e a leitura através do programa Abril, livros e leituras mil em homenagem aos dias:

  • 2 de abril - Dia Internacional do Livro Infantil -
  • 23 de abril - Dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor -

Juntamo-nos às comemorações nacionais e prestamos homenagem a alguns autores portugueses, cujos centenários de nascimento se assinalam: Eduardo Lourenço (1923-2020), Eugénio de Andrade (1923-2005), Mário Cesariny (1923-2006), Mário-Henrique Leiria (1923-1980), Natália Correia (1923-1993) e Urbano Tavares Rodrigues (1923-2013).

quinta-feira, 2 de abril de 2020

2 de abril

Em abril livros mil

2 de abril - Dia Internacional do Livro Infantil


O Dia Internacional do Livro Infantil celebra-se a 2 de Abril em homenagem a Hans Christian Andersen, escritor que nasceu a 2 de Abril de 1805.
Todos os anos o IBBY - International Board on Books for Young People - convida um país e um escritor para apresentar uma mensagem dirigida a todas as crianças do mundo e um ilustrador para conceber um cartaz.
A mensagem deste ano é da responsabilidade da Eslovénia e do escritor Peter Sventina, ilustrada pelo português André Letria.





quarta-feira, 2 de abril de 2014

Dia Internacional do Livro Infantil_2 de abril





O dia internacional do livro infantil comemora-se a 2 de abril, data de nascimento do escritor dinarmaquês Hans Christian Andersen

Todos os anos, o IBBY - International Board on Books for Young People - convida um autor de um dos países membros para assinalar o Dia Internacional do Livro Infantil com uma mensagem que celebre a prazer da leitura e a importância da literatura para os mais novos e em Portugal, esta mensagem é acompanhada de um cartaz com uma ilustração de Ana Biscaia, que venceu em 2013 o Prémio Nacional de Ilustração.
"...continuem a ler"


 Mensagem, 2 de abril, 2014

Carta às crianças de todo o mundo


Os leitores frequentemente perguntam aos escritores, como é que eles escrevem as suas histórias – De onde surgem as ideias? Da minha imaginação, responderá o escritor. Ah, sim, dizem os leitores. Mas onde está a tua imaginação, e do que ela é feita, e toda a gente tem uma?

Bem, diz o escritor, está na minha cabeça, claro, e é feita de imagens e palavras e memórias e excertos de outras histórias e palavras e fragmentos de coisas e melodias e pensamentos e rostos e monstros, e formas e palavras e movimentos e palavras e ondas e arabescos e paisagens e palavras e perfumes e sentimentos e cores e rimas e pequenos clicks e lufadas e sabores e rajadas de energia e enigmas e brisas e palavras. E tudo isto girando dentro da tua cabeça, cantando e caleidoscópicando e flutuando e sentando e pensando e coçando a cabeça.


É claro que cada um tem uma imaginação: caso contrário, não conseguiríamos sonhar. Embora a imaginação de cada um não contenha a mesma coisa. Provavelmente dentro da imaginação dos cozinheiros existem maioritariamente sabores, e a imaginação dos artistas deve ser composta por muitas cores e formas. Já a imaginação dos escritores é repleta de palavras.

E para os leitores e ouvintes de histórias, a sua imaginação é também movida por palavras. A imaginação do escritor trabalha e gira e forma ideias e sons e vozes e personagens e acontecimentos numa história, e a história é feita de somente palavras, batalhões de rabiscos que marcham através das páginas. De seguida, vem um leitor e os rabiscos ganham vida. Eles permanecem na página, ainda parecem batalhões, mas também estão a brincar com a imaginação do leitor, e o leitor está agora a moldar e a girar as palavras de modo que a história decorre agora dentro de sua cabeça, como já aconteceu na cabeça do escritor.

É por isso que o leitor é tão importante para a história como o escritor. Existe apenas um escritor para cada história, mas existem centenas, ou milhares ou até mesmo milhões de leitores, não só na língua do escritor, mas também traduzido em muitas línguas. Sem o escritor a história nunca teria nascido; mas sem as centenas de leitores à volta do mundo, a história nunca teria vivido todas as vidas que podia viver.


Cada leitor de uma história tem algo em comum com todos os outros leitores dessa história. Separadamente e de alguma forma também juntos, eles recriaram a história do escritor na sua própria imaginação: um ato que é ao mesmo tempo privado e público, individual e comunitário, íntimo e internacional. Pode muito bem ser o que os humanos fazem de melhor.


Continuem a ler!


Siobhán Parkinson


Autor, Editor, Tradutor e detentor da posição de “Laureate na nÓg” (Children’s Laureate of Ireland).

terça-feira, 2 de abril de 2013

Dia internacional do Livro Infantil


Il. Maria João Worm







o dia internacional do livro infantil comemora-se a 2 de abril, data de nascimento do escritor dinarmaquês Hans Christian Andersen









  Mensagem internacional  2013

Alegria dos livros à volta do mundo
Lemos juntos, tu e eu.
Vemos que as letras formam palavras
e as palavras se transformam em livros
que seguramos na mão.
Ouvimos murmúrios
e rios agitados correndo pelas páginas,
ursos que cantam à lua
melodias divertidas.
Entramos em castelos misteriosos
e das nossas mãos crescem árvores em
flor até às nuvens. Vemos meninas corajosas
que voam e rapazes que pescam estrelas
cintilantes.
Tu e eu lemos, dando voltas e mais
voltas, alegria dos livros à volta do mundo.

Pat Mora
(trad. Maria Carlos Loureiro)

A alegria dos livros à volta do mundo. Il.Ashley Bryan   

segunda-feira, 2 de abril de 2012

2 de Abril: Dia Internacional do Livro Infantil

Cartaz DGLB. Il. Yara Kono


 
 
 
“Era uma vez um conto que contava o mundo inteiro. Na verdade não era só um, mas muitos os contos que enchiam o mundo com as suas histórias de meninas desobedientes e lobos sedutores, de sapatinhos de cristal e príncipes apaixonados, de gatos astutos e soldadinhos de chumbo, de gigantes bonacheirões e fábricas de chocolate. Encheram o mundo de palavras, de inteligência, de imagens, de personagens extraordinárias. Permitiram risos, encantos e convívios. Carregaram-no de significado. E desde então os contos continuam a multiplicar-se para nos dizerem mil e uma vezes: “Era uma vez um conto que contava o mundo inteiro…”

Quando lemos, contamos ou ouvimos contos, cultivamos a imaginação, como se fosse necessário dar-lhe treino para a mantermos em forma. Um dia, sem que o saibamos certamente, uma dessas histórias entrará na nossa vida para arranjar soluções originais para os obstáculos que se nos coloquem no caminho.

Quando lemos, contamos ou ouvimos contos em voz alta, estamos a repetir um ritual muito antigo que cumpriu um papel fundamental na história da civilização: construir uma comunidade. À volta dos contos reuniram-se as culturas, as épocas e as gerações, para nos dizerem que japoneses, alemães e mexicanos são um só; como um só são os que viveram no século XVII e nós mesmos, que lemos um conto na Internet; e os avós, os pais e os filhos. Os contos chegam iguais aos seres humanos, apesar das nossas grandes diferenças, porque no fundo todos somos os seus protagonistas. Ao contrário dos organismos vivos, que nascem, reproduzem-se e morrem, os contos são fecundos e imortais, em especial os da tradição oral, que se adequam às circunstâncias e ao contexto do momento em que são contados ou rescritos. E são contos que nos tornam seus autores quando os recontamos ou ouvimos.

E também era uma vez um país cheio de mitos, contos e lendas que viajaram durante séculos, de boca em boca, para mostrar a sua ideia de criação, para narrar a sua história, para oferecer a sua riqueza cultural, para aguçar a curiosidade e levar sorrisos aos lábios. Era igualmente um país onde poucos habitantes tinham acesso aos livros. Mas isso é uma história que já começou a mudar. Hoje os contos estão a chegar cada vez mais aos lugares distantes do meu país, o México. E, ao encontrarem os seus leitores, estão a cumprir o seu papel de criar comunidades, de criar famílias e de criar indivíduos com maior possibilidade de serem felizes.”

Mensagem de Francisco Hinojosa, escritor mexicano, a quem coube, a convite do IBBY - The International Board on Books for Young People, escrever o texto comemorativo do Dia Internacional do Livro Infantil, 2 de Abril de 2012.
A tradução para português é de Maria Carlos Loureiro, da DGLB.
 

terça-feira, 29 de março de 2011

2 de Abril - Dia Internacional do Livro Infantil


Cartaz Dia Internacional do Livro Infantil 2011

Comemora-se a 2 de Abril, data do aniversário do escritor Hans Cristian Andersen, o Dia Internacional do Livro Infantil.
Todos os anos o IBBY - International Board on Books for Young People - convida um escritor para apresentar uma mensagem dirigida a todas as crianças do mundo e um ilustrador para conceber um cartaz.
A mensagem deste ano foi escrita por Aino Pervik uma escritora que nasceu em 1932, na Estónia.
A mensagem do Dia Internacional do Livro Infantil é difundida em Portugal pela Secção Portuguesa do IBBY, a APPLIJ - Associação Portuguesa para a Promoção do Livro Infantil e Juvenil -.

Mensagem do Dia 2 de Abril de 2011 
 Dia Internacional do Livro Infantil

O livro recorda
“Quando Arno e o seu pai chegaram à escola, as aulas já tinham começado.”
No meu país, a Estónia, quase toda a gente conhece esta frase de cor. É a primeira linha de um livro intitulado Primavera. Publicado em 1912, é da autoria do escritor estónio Oskar Luts (1887-1953).
Primavera narra a vida de crianças que frequentavam uma escola rural na Estónia, em finais do século xix. O Autor escrevia sobre a sua própria infância e Arno, na verdade, era o próprio Oskar Luts na sua meninice.
Os investigadores estudam documentos antigos e, com base neles, escrevem livros de História. Os livros de História relatam eventos que aconteceram, mas é claro que esses livros nunca contam como eram de facto as vidas das pessoas comuns em certa época.
Os livros de histórias, por seu lado, recordam coisas que não é possível encontrar nos velhos documentos. Podem contar-nos, por exemplo, o que é que um rapaz como Arno pensava quando foi para a escola há cem anos, ou quais os sonhos das crianças dessa época, que medos tinham e o que as fazia felizes. O livro também recorda os pais dessas crianças, como queriam ser e que futuro desejavam para os seus filhos.
Claro que hoje podemos escrever livros sobre os velhos tempos, e esses livros são, muitas vezes, apaixonantes. Mas um escritor actual não pode realmente conhecer os sabores e os cheiros, os medos e as alegrias de um passado distante. O escritor de hoje já sabe o que aconteceu depois e o que o futuro reservava à gente de então.
O livro recorda o tempo em que foi escrito.
A partir dos livros de Charles Dickens, ficamos a saber como era realmente a vida de um rapazinho nas ruas de Londres, em meados do século xix, no tempo de Oliver Twist. Através dos olhos de David Copperfield (coincidentes com o olhar de Dickens nessa época), vemos todo o tipo de personagens que ao tempo viviam na Inglaterra — que relações tinham, e como os seus pensamentos e sentimentos influenciaram tais relações. Porque David Copperfield era de facto, em muitos aspectos, o próprio Charles Dickens; Dickens não precisava de inventar nada, ele pura e simplesmente conhecia aquilo que contava.
São os livros que nos permitem saber o que realmente sentiam Tom Sawyer, Huckleberry Finn e o seu amigo Jim nas viagens pelo Mississippi em finais do século xix, quando Mark Twain escreveu as suas aventuras. Ele conhecia profundamente o que as pessoas do seu tempo pensavam sobre as demais, porque ele próprio vivia entre elas. Era uma delas.
Nas obras literárias, os relatos mais verosímeis sobre gente do passado são os que foram escritos à época em que essa mesma gente vivia.
O livro recorda.
Tradução: José António Gomes