Uma exposição, apresentada pelo 12.º B. História A, que desafia os alunos e visitantes a refletirem sobre a liberdade.
A exposição foi inaugurada no passado dia 24 de abril e integrou as comemorações do dia 25 de abril e fez parte da Festa das Famílias, convidando a comunidade a refletir sobre o significado de ser livre.
A exposição nasceu a partir de trabalhos individuais desenvolvidos pelos alunos, que foram desafiados a realizar entrevistas a pessoas anónimas sobre as suas vivências durante o período do Estado Novo. Os testemunhos recolhidos abordaram diferentes dimensões da época - do quotidiano à educação, passando pela sociedade e pela economia - com total liberdade na escolha do tema, de acordo com a experiência de cada entrevistado.
Após a recolha, as entrevistas foram transcritas e transformadas em peças de estilo jornalístico, num trabalho articulado com a disciplina de Português. O objetivo foi apresentar os conteúdos de forma clara e estruturada. Todos os materiais foram posteriormente reunidos num único documento concebido segundo a estética de uma publicação clandestina, evocando os meios utilizados para divulgar ideias contrárias ao regime.
Numa fase seguinte, os textos foram alvo de censura simbólica, sendo rasurados com "lápis azul", numa referência direta ao instrumento utilizado pela censura durante a ditadura. Este processo permitiu evidenciar, de forma concreta, as limitações impostas à liberdade de expressão no período do Estado Novo.
A exposição organiza-se em duas partes distintas: de um lado a censura e a restrição, visíveis nas rasuras impostas sem contestação, do outro, a liberdade, apresentada como uma possibilidade infinita, mas frequentemente desvalorizada no quotidiano. A dualidade pretende provocar uma reflexão sobre a fragilidade e a importância dos direitos conquistados.
A inauguração foi marcada por dois momentos musicais, interpretados pelo grupo CantINA, com as canções "Desfolhada" de Simone de Oliveira e "Grândola Vila Morena" de Zeca Afonso, símbolos incontornáveis da resistência e da liberdade em Portugal.






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