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terça-feira, 1 de abril de 2014

Dar Liberdade às Palavras

 
 " nas tuas mãos começa a liberdade"Manuel Alegre, In O Canto e as Armas
"vi nas ruas da cidade, o coração do meu povo, gaivota de liberdade, voando num Tejo novo."
 Ary dos Santos
 " e assim se lembra outro dia febril que em tempos mudou a história" José Jorge Letria

Pelas mãos dos alunos, as palavras sairam à rua e, em belos balões coloridos, foram libertadas ao vento.

"Poesia Livre" foi o programa apresentado, entre 21 e 29 de março, pela Câmara Municipal de Santo Tirso para comemorar o dia mundial da poesia. 
Todas as escolas e instituições do concelho foram convidadas a participar neste programa que apresentou um tributo a Zeca Afonso, no ano em que se comemoram 40 anos da revolução de abril.

No dia 25 de março, o INA juntou-se às comemorações com a atividade "Dar liberdade às palavras", organizada pelo Departamento de Português e pela Biblioteca Geral.

sexta-feira, 21 de março de 2014

Dar liberdade às palavras

"Poesia Livre" é o programa apresentado, entre 21 e 29 de março, pela Câmara Municipal de Santo Tirso para comemorar o dia mundial da poesia. 
Com um tributo a Zeca Afonso, pretende-se comemorar os 40 anos da revolução de abril.

O INA junta-se às comemorações para "Dar liberdade às palavras".


Dia Mundial da Poesia

21 de março, dia mundial da poesia


Fonte

 As árvores e os livros

As árvores como os livros têm folhas

E margens lisas ou recortadas,
E capas (isto é copas) e capítulos
De flores e letras de oiro nas lombadas.

E são histórias de reis, histórias de fadas,
As mais fantásticas aventuras,
Que se podem ler nas suas páginas,
No pecíolo, no limbo, nas nervuras.

As florestas são imensas bibliotecas,
E até há florestas especializadas,
Com faias, bétulas e um letreiro
A dizer: “Floresta das zonas temperadas”

É evidente que não podes plantar
No teu quarto, plátanos ou azinheiras.
Para começar a construir uma biblioteca,
Basta um vaso de sardinheiras.


Jorge Sousa Bragain Herbário

terça-feira, 14 de maio de 2013

Oficina de Escrita...em Xixonês

 
Clube de Leitura - 5ºano


Mais uma "oficina de escrita...em Xixonês", hoje do "Clube de Leitura" do 5ºano, do Grupo da Profª. Lucília que trabalharam o texto “Gigões e Anantes”, in O Têpluquê de Manuel António Pina. 

"Gigões são anantes muito grandes
Anantes são gigões muito pequenos
Os gigões diferem dos anantes porque
uns são um bocado mais outros são um bocado menos."

Manuel António Pina, In O Têpluquê

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Oficina de Escrita...em Xixonês

 
Clube de Leitura - 6ºano

Partindo do texto “Gigões e Anantes”, in O Têpluquê de Manuel António Pina, os diferentes "Clubes de Leitura" participaram numa "oficina de escrita"e criaram textos numa língua especial: o Xixonês. Hoje apresentamos os textos do 6ºano e do Grupo da Profª. Lucília.

"Então a Ana como não podia
resolver o problema arranjou uma teoria:
xixanava com eles e o que ficava
xubiante ou ximbimpante era o gigão
e o anante fingia que não." 

Manuel António Pina, In O Têpluquê

terça-feira, 30 de abril de 2013

Almoço poético

Integrado nas comemorações da "poesia está na rua" realizou-se, hoje, um "almoço poético" de homenagem a Manuel António Pina. Servido pelo Curso Profissional de Técnico de Restauração, foi um momento para lembrar o poeta, escritor e cronista "apaixonado por gatos".
Num ambiente festivo e alusivo aos gostos do poeta, serviu-se um cardápio poético e musical. Ouviu-se declamar, cantar e ler uma das muitas crónicas do poeta.

Poesia e música servida à mesa pelos alunos, acompanhada da apresentação da wiki Manuel António Pina elaborada pelo 1º ano do Curso Profissional de Análises Laboratoriais, porque as novas tecnologias também nos podem ajudar a descobrir e a aproximar dos escritores.
...porque "a poesia está na rua" em Santo Tirso.





sexta-feira, 26 de abril de 2013

Ebook "É a nossa biblioteca"


Em formato digital, ebook, apresentamos o livro:"É a nossa biblioteca" que reune os poemas elaborados pelos alunos do 5º e 6ºanos, nas atividades do "Clube de Leitura", tendo como tema "a biblioteca do INA".

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Clube de Leitura...com poetas

Conhecer a exposição "Ainda não é o fim", sobre a vida e a obra de Manuel António Pina, assim como dar a conhecer poemas e poetas, ouvir e ler poesia, foi o convite para os grupos do "Clube de Leitura" se encontrarem na biblioteca, neste mês em que "a poesia está na rua".


quarta-feira, 10 de abril de 2013

Poesia...são as palavras a brincar





Os alunos de Educação Especial participaram numa "oficina de poesia".

Tendo como exemplo o "abecedário sem juízo" de Luísa Ducla Soares, criaram o seu "abecedário sem juízo" a partir dos nomes de cada um.

...porque a poesia são as palavras a brincar e está na rua em Santo Tirso...

terça-feira, 2 de abril de 2013

Ainda não é o fim...





 ...porque "a poesia está na rua", uma exposição sobre a vida e obra de Manuel António Pina, para ver na nossa biblioteca.

 










A poesia vai acabar

A poesia vai acabar, os poetas 
vão ser colocados em lugares úteis.
Por exemplo, observadores de pássaros
(enquanto os pássaros não acabarem). Esta certeza tive-a hoje ao
entrar numa repartição pública.
Um senhor míope atendia devagar
ao balcão: eu perguntei: "Que fez algum poeta por este senhor?"" E a pergunta
afligiu-me tanto por dentro e por fora da cabeça que tive que voltar a ler
toda a poesia desde o princípio do mundo.
Uma pergunta numa cabeça.
- Como uma coroa de espinhos: 
estão todos a ver onde o autor quer chegar? - 


Manuel António Pina, In Ainda não é o fim nem o princípio do mundo. Calma é apenas um pouco tarde


quarta-feira, 27 de março de 2013

Como se desenha uma casa






Título: Como se desenha uma casa
Autor:Manuel António Pina
Tipo de documento: livro
Editora: Assírio&Alvim
ISBN: 97898723716160

Os livros

É então isto um livro,
este, como dizer?, murmúrio,
este rosto virado para dentro de
alguma coisa escura que ainda não existe
que, se uma mão subitamente
inocente a toca,
se abre desamparadamente
como uma boca
falando com a nossa voz?
É isto um livro,
Esta espécie de coração (o nosso coração)
Dizendo ´eu ´ entre nós e nós?
Manuel António Pina, In Como se desenha uma casa

terça-feira, 26 de março de 2013

O país das pessoas de pernas para o ar




Título: O país das pessoas de pernas para o ar
Autor:Manuel António Pina
Ilustrador: Marta Madureira
Tipo de documento: livro
Editora: Tcharan
ISBN: 9789899702912









"Era  branco e amarelo e chama-se Fausto. (...) Um dia fez as malas e foi conhecer mundo. Chegou a uma terra em que as pessoas andavam todas de pernas para o ar e de cabeça para baixo. As pessoas daquele país calçavam os sapatos nas mãos e as luvas nos pés."



segunda-feira, 25 de março de 2013

Manuel António Pina

Fotos: Clara Azevedo Cliklight

Há um deus único e secreto
em cada gato inconcreto
governando um mundo efémero
onde estamos de passagem


Um deus que nos hospeda
nos seus vastos aposentos
de nervos, ausências, pressentimentos,
e de longe nos observa

Somos intrusos, bárbaros amigáveis,
e compassivo o deus
permite que o sirvamos
e a ilusão de que o tocamos


"Os gatos", de Manuel António Pina
(in Como se desenha uma casa; ed. Assírio & Alvim, 2011) 

quarta-feira, 20 de março de 2013

A poesia está na rua 2013




"a poesia está na rua" é uma iniciativa da Câmara Municipal de Santo Tirso, à qual, também, o INA aderiu.

A edição deste ano decorre de 21 de março a 30 de abril e denomina-se “o país das pessoas de pernas para o ar”, um tributo à vida e obra do poeta Manuel António Pina.  
 
 À Câmara Municipal de Santo Tirso, juntam-se os amigos do poeta,  vários especialistas, comunidade local, escolas e os agentes culturais do concelho, para celebrar e homenagear o poeta, escritor e jornalista Manuel António Pina, numa edição que tem o título do seu primeiro livro "o país das pessoas de pernas para o ar."






Pensar de pernas para o ar
é uma grande maneira de pensar
com toda a gente a pensar como toda a gente
ninguém pensava nada diferente

Que bom é pensar em outras coisas
e olhar para as outras coisas noutra posição
as coisas sérias que cómicas que são
com o céu para baixo e para cima o chão.

Manuel António Pina

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Exposição itinerante...para S. Rosendo



A exposição "Uma escultura - uma intenção - uma reflexão - uma abordagem", foi elaborada no âmbito da atividade "A poesia está na rua", proposta a todas as escolas do concelho, pela Câmara Municipal de Santo Tirso.

O tema para as atividades deste ano, teve como pano de fundo o MIEC - Museu Internacional de Escultura Contemporânea de Santo Tirso - e a relação entre a poesia e as artes visuais. 


As esculturas "saltararam do MIEC" para a Sala de Educação Visual. Os alunos, a partir de uma obra e após uma reflexão crítica da intenção do autor, refizeram propostas de esculturas públicas ora com base em sólidos geométricos - 8º ano - ora com materiais recicláveis - 9º ano .
O resultado deste trabalho, coordenado pelo Departamento de Expressões, é a magnífica exposição que tem animado a nossa biblioteca.

Hoje foi dia de mostrar uma seleção destes trabalhos na Biblioteca da EB 2,3 de S. Rosendo.
Um grupo de alunos, representantes do 8º e 9ºanos, acompanhados das professoras Francisca e Teresina fizeram a apresentação dos trabalhos, explicando a sua génese e a forma de conceção.
Agradecemos o magnifico acolhimento proporcionado pelas professoras bibliotecárias Salete Figueiredo e Isabel Dias, assim como a presença das senhoras directora e subdiretora Drª. Olinda Marques e Mónica Nogueira.
 
A exposição permanecerá na EB 2,3 de S. Rosendo até à próxima semana e daqui partirá para a Escola Secundária de Tomás Pelayo.Estão de parabéns todos os autores destes magníficos trabalhos, e o grupo que tão bem representou o INA.




sexta-feira, 20 de abril de 2012

Dar voz a um poeta

5 poetas, 5 vidas, 5 poemas

Sophia de Mello Breyner Andresen

Poetisa portuguesa,  nasceu a 6 de Novembro de 1919 no Porto. Estudou Filologia Clássica na Universidade de Lisboa e publicou os primeiros versos em 1940, nos Cadernos de Poesia. Depois de casar com Francisco Sousa Tavares, passa a viver em Lisboa. Teve cinco filhos. Participou ativamente na oposição ao Estado Novo e foi eleita, depois do 25 de abril, deputada à Assembleia Constituinte.
Autora de catorze livros de poesia, publicados entre 1944 e 1997, escreveu também contos, histórias para crianças, artigos, ensaios e teatro. Recebeu entre outros, o Prémio Camões 1999, o Prémio Poesia Max Jacob 2001 e o Prémio Rainha Sofia de Poesia Ibero-Americana. Faleceu em Lisboa a 2 de Julho de 2004.

As pessoas sensíveis

As pessoas sensíveis não são capazes
De matar galinhas
Porém são capazes
De comer galinhas

O dinheiro cheira a pobre e cheira
À roupa do seu corpo
Aquela roupa
Que depois da chuva secou sobre o corpo
Porque não tinham outra
O dinheiro cheira a pobre e cheira
A roupa
Que depois do suor não foi lavada
Porque não tinham outra

"Ganharás o pão com o suor do teu rosto"
Assim nos foi imposto
E não:
"Com o suor dos outros ganharás o pão.

"Ó vendilhões do templo
Ó construtores
Das grandes estátuas balofas e pesadas
Ó cheios de devoção e de proveito

Perdoai-lhes Senhor
Porque eles sabem o que fazem.
In Livro Sexto