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segunda-feira, 15 de abril de 2013

O meu livro

O meu livro: queres ler?

Maria Alva Mota Amaral, antiga aluna do INA, sugere:

O livro:

O livro que escolhi é "As aventuras de Robinson Crusoe " de Daniel Defoe.

Razões da escolha:



“As aventuras de Robinson Crusoe” de Daniel Defoe é um livro que  sempre me prevaleceu na memória e no coração quer pelo desafio da sobrevivência quer pelas espectaculares reflexões de uma consciência que ao longo da obra se vai descobrindo e aproximando de Deus, sem nunca perder a irresistível obstinação que a impele para a descoberta e superação. Com uma linguagem simples e um poderoso relato na primeira pessoa, sentimo-nos, também nós envolvidos no mundo desconhecido do século XVII em que a vida no mar reserva os mais prodigiosos tesouros, o perigo, o medo e os encontros mais surpreendentes.
Uma aventura, na verdadeira acepção da palavra, em que o herói é posto à prova e cresce na experiência e na solidão.

Título: As aventuras de Robinson Crusoe
Autor: Daniel Defoe
Tipo de documento: livro
Editora: Leya
ISBN: 978-989-653-016-7

Biografia:



Chamo-me Maria Alva de Sousa Magalhães Mota Amaral, nasci a 29 de Novembro de 1994 na cidade do Porto.
Frequentei o Colégio das Caldinhas do 1º ao 12º ano e estudei violino no CCM até ao 7º grau.
Neste momento, estou no 1º ano de Economia na Faculdade de Economia do Porto e pratico esgrima. Durante os 12 anos que estive no colégio participei em inúmeras actividades; desde actividades da Pastoral, Semana da Economia, Campinácios, clube InaMeteo,  animadora de Colónias, Iníadas, estágios do CCM, concertos, óperas... Foi graças a todas elas, aos professores, prefeitos e jesuítas que agora sou o que sou e, com orgulho e confiança, me apresento como aluna de um colégio da Companhia de Jesus, que tenta na sua vida dar pelo menos um pouco de tudo aquilo que recebeu.  

...e agora ofereço o livro à biblioteca para que o possas ler...

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

O meu livro

O meu livro: queres ler?


Ana Isabel Pinto, Professora de Literatura e antiga aluna do INA, sugere:


O livro:

O livro que escolhi é "O sapo apaixonado" de Max Velthuijs.

Razões da escolha:

Porque o amor é o tempero da vida, a obra “O Sapo apaixonado”, editada pela primeira vez em Portugal em 1997 , é um ótimo exemplo de um livro que retempera qualquer leitor. Embora o seu destinatário preferencial seja o público infantil, este álbum pode, e deve, ser lido em qualquer idade (aspeto que carateriza a maior parte dos bons livros). Um qualquer leitor, quer jovem quer adulto, pode esperar encontrar nesta obra um livro de capa dura, com guardas ilustradas, cores garridas e uma  relação coesa entre a imagem e o texto, criados por um só autor: Max Velthuijs[1] (ou não fossem estas as caraterísticas de um livro em formato álbum). Estes aspetos, a meu ver, vão ao encontro do conteúdo do próprio texto – os sentimentos – cujo leitor atento pode antever pelo título temático do livro: “O Sapo apaixonado” – ou não fossem os sentimentos, preferencialmente, também eles coloridos e coesos.
É, pois, uma obra que aborda os afetos, muitas vezes tão difíceis de exprimir por palavras, pelo menos para a maioria dos mortais, já que podemos pensar, por exemplo, na bela e conhecida definição de amor proposta por Camões num dos seus sonetos, quando compara o amor ao “fogo”. Porque o que sentimos é, às vezes, da ordem do indizível, “O Sapo apaixonado” apresenta-se-nos como uma história irónica que associa as sensações afetivas a uma doença. É, inclusive, a partir de uma espécie de “dicionário de sentimentos” que a Lebre revela ao Sapo que este está apaixonado, após este lhe ter exposto os seus sintomas “Tenho vontade de rir e de chorar ao mesmo tempo. E aqui dentro de mim tenho uma coisa que faz tum-tum.” (Velthuijs:3).  Quão mais fácil seria a nossa vida afetiva com um dicionário que nos permitisse consultar o que sentimos?
Outro hilariante acontecimento surge após o sapo descobrir que está apaixonado, mas ironicamente não sabe por quem (“O Sapo não tinha tido tempo para pensar nisso”; Velthuijs:9 ). Vem, depois, a descobrir que está apaixonado “pela linda e adorável patinha branca” (Velthuijs:10), o que causa uma certa estranheza aos restantes animais da floresta. Note-se, aqui, uma referência a temas nobres como a valorização da diferença, entre outros. 
Em suma, muitas são as obras que aludem aos sentimentos (pensemos, por exemplo, na obra “O principezinho” de Exupéry (1987) e na construção da amizade entre a personagem principal e a raposa), mas esta história, em particular, cativa-me de um modo especial e, por isso, vos convido a lê-la. Nela podemos ver o amor/ a paixão / a amizade como estados emocionais que nos fazem sentir um quentinho interior que parece reconfortar-nos a cada instante, fazendo-nos querer sentir mais e melhor.
É, assim, uma obra fascinante que nos faz repensar os nossos próprios sentimentos e em como na vida a relação com os outros, uma vez definida, se pode tornar tão harmoniosa, reforçando a ideia de Exupéry (1987:74) de que “só se vê bem com o coração. O essencial é invisível para os olhos...”.




Referência Bibliográficas:

VELTHUIJS, Max (1997). O Sapo apaixonado. Lisboa: Caminho.

SAINT-EXUPÉRY, Antoine de (1987). O principezinho. Lisboa: Caravela.




[1] Max Velthuijs (1923–2005) foi um pintor, ilustrador e autor Holandês que ao longo da sua vida ganhou vários prémios literários, tendo recebido em 2004 o grande Prémio Hans Christian Andersen na categoria de Ilustrador, sendo este prémio considerado o mais prestigiante na área da Literatura para a Infância. Da sua vasta obra constam vários álbuns e coleções, como a coleção “O Sapo” (de que faz parte a obra aqui sugerida: “O Sapo apaixonado”), que conta como várias obras como: “O sapo é sapo”; “O sapo tem um amigo”; “O sapo tem medo”; “O sapo e o canto do melro”; “O sapo e o Vasto Mundo”, entre outras.





Título: O sapo apaixonado
Autor: Max Velthuijs
Tipo de documento: livro
Editora: Caminho
ISBN: 978-972-21-1069-3

 
Biografia:


Ana Isabel Pinto
Professora de Literatura na Escola Superior de Educação do Porto
Antiga aluna do INA (1986-2002)








...e agora ofereço o livro à biblioteca para que o possas ler...

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

O meu livro

O meu livro: queres ler?

Fátima Correia, Técnica de Serviço Social no INA, sugere:

O livro:

O livro que escolhi é "Where children sleep" de James Mollison.

Razões da escolha:


O quarto de cada um reveste-se como um espaço demasiado pessoal, onde nos sentimos bem, onde “deixamos” os nossos pensamentos e memórias. James Mollison, fotógrafo de profissão, considera que o quarto de cada um influencia, de forma determinante, a nossa postura, a forma como crescemos e evoluímos. Por esta razão, quando convidado para fazer um trabalho sobre os direitos da criança, Mollison decidiu fotografar o quarto de diferentes crianças no mundo: que desigualdades existiriam entre os diferentes países? E dentro do mesmo país? Até que ponto o quarto reflete a nossa postura? Where Children Sleep é, por isso, um excelente trabalho que explora a diversidade cultural, as diferenças sociais e a forma como os direitos das crianças são compreendidos de forma tão diferente entre os vários países. Enquanto técnica superior de educação social, este livro não poderia, por isso, ser indiferente. Além disso, alia as questões sociais à fotografia e ao retrato, uma arte que admiro bastante.

Título: Where children sleep
Autor: James Mollison
Tipo de documento: livro
Editora: Crris Boot
ISBN: 978-1-905712-16-8


Biografia:


Fátima Correia
27 anos
Licenciada em Educação Social
Antiga aluna do INA (de 1995 a 2003)
Atualmente, Técnica de Educação Social no Gabinete de Serviço Social do INA





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